quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A retomada

Gosto exageradamente de escrever, mas nos últimos tempos, estou parado. Aliás, estava! Voltei com meus pensamentos, minhas escritas, minhas ponderações. Quero me expressar de modo, que não tenha roteiros, regras, ou ter escrever insanamente pra ganhar visualizações a força. Não quero isso! Quem quiser ler o que tenho a dizer, fique a vontade. Aqui terá um misto de futebol, basquete, política, sociedade, questões comportamentais, religião, enfim... O que eu achar interessante, escreverei aqui. Esse blog é papo reto, de papo reto, e para pessoas de papo reto, que procuram um blog no qual possam se identificar. Espero humildemente, corresponder tais expectativas.  



Abraço!! 


quarta-feira, 8 de julho de 2015

O 7X1 de cada dia!

Hoje é um dia emblemático para os amantes da bola no Brasil. Nesse 8 de Julho, faz exatamente um ano do maior vexame da história da vitoriosa seleção brasileira de futebol. A derrota de 7x1 para a Alemanha no estádio Mineirão, escancarou as fragilidades do nosso país frente aos rivais europeus. Logo após a partida, foram questionados a qualidade da seleção, as categorias de base, os esquemas táticos, a inteligência ou não dos nossos treinadores, o jeito de torcer, o patriotismo, enfim. Esse espantoso e inesperado resultado expôs um intenso e caloroso debate que perdura até os dias atuais.

7x1 sem dúvidas é o maior fiasco do vitorioso futebol brasileiro. 

É correto afirmar que esse 7x1 dói em muitos, e em outros, serve como motivos de deboches e piada. O período da copa evidenciou um errôneo e questionável símbolo de patriotismo, que era totalmente descarregado em torcer fervorosamente pra seleção nacional de futebol. Esse esporte envolvente, emocionante e aceito por grande parte da nossa população, serviu como grande válvula de escape para disfarçar ou esquecer por momentos, os graves e intensos problemas estruturais que esse país vive.

E justamente o futebol, que outrora foi motivo de orgulho e satisfação dos amantes da seleção, no ano passado, proporcionou um vexame e sentimento decepção e perplexidade inimagináveis. Lembro-me bem da angústia, do choro, da indignação e revolta de inúmeros torcedores. Muitos se sentiram desolados em ver a crueldade da seleção da Alemanha, que sem muito esforço, e no jargão do futebol, "tirando o pé" goleou os comandados de Felipão. Foi um desastre inesquecível e sem precedentes no nosso futebol... e na nossa auto estima... e na nossa sociedade...

Tristeza de um povo que depositou todas as suas esperanças e emoções na seleção 

Hoje é bastante corriqueiro ouvir bordões do tipo "7x1 foi pouco" toda vez que acontece algo de errado no Brasil. Seja na saúde, educação, economia, política, nos esportes, na cultura, e até nas redes sociais. Tudo que envolve fracassos em quaisquer setores da sociedade, o brasileiro tenderá a relembrar desse fatídico placar. Ou mesmo em questões comportamentais, sempre é muito comum ouvir "olha essa geração 7x1", ou seja, quaisquer comportamentos ou situações que fujam da moral ou do senso comum da nossa conservadora e hipócrita sociedade brasileira, no final das contas, viram motivos de sensacionalismos e chacotas, desencadeando nesse caso um mínimo ou inexistente empoderamento crítico, argumentativo e reflexivo.

Vejam vocês que o meu texto de hoje ultrapassa as condicionalidades de Brasil 1 x 7 Alemanha. Questiono e trago para a reflexão, a debilidade de alguns pensamentos que esse resultado gerou na nossa sociedade. O futebol precisa ser repensado, e o trauma desse placar elástico gerou consequências que por mim não eram esperadas. Eu sinceramente imaginava que esse baque sofrido pelo "esporte do povo", alavancasse alguns outros debates, pois bem sei que a figura do torcedor é muito mais entusiasta, participativa e crítica, do que a figura do cidadão, o que particularmente acho um absurdo. Mas pelo que vejo, estava enganado.

Pobreza e miséria presentes no Brasil


Uma das inúmeras realidades esquecidas pelo povo: Vale do Jequitinhonha

Tomamos 7x1 no campo pois somos desorganizados e poucos profissionais no gerenciamento do futebol. Mas o 7x1 faz parte das nossas vidas desde 1500, e não começou apenas em 2014. Perdemos feio quando ignoramos e renegamos o racismo, a homofobia, a desigualdade social, a pobreza, os idosos, os deficientes, os índios. Perdemos de goleada quando não nos importamos com respeito coletivo. Perdemos ainda mais quando ao invés de chorarmos pelo abandonado Vale do Jequitinhonha, choramos por jogadores milionários e que provavelmente nesse momento estão em suas mansões pouco se importando com o que aconteceu ano passado... Enfim, cada um nós brasileiros já acordamos tomando 7x1 nas nossas vidas... Pense e repense. Acho que você vai concordar comigo! 


Grande abraço, e até a próxima!




















quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mobilização e inteligência a serviço do Brasil


O ano de 2015 tem sido para nós brasileiros, um período de incertezas e de profunda indignação com os rumos políticos e econômicos do país. O sentimento de angústia e de perplexidade com o atual cenário, ressuscita, mesmo que minimamente, a volta de um debate acalorado sobre as medidas necessárias para sairmos dessa recessão monetária, política, e diria, moral. Por todo o Brasil, existe movimentos que questionam a atual situação desse Estado Nacional tão rico, e tão desigual ao mesmo tempo.

Quando falo de desigualdade, vem a minha mente, e claro de você leitor, as práticas corruptivas que são notícias pela grande mídia brasileira. São vários escândalos, inúmeros desvios de verbas, rotineiro tráfico de influências na administração pública, falhas gravíssimas de gestão, e um governo federal que na representatividade da presidente da república, e de seu partido, fugiu completamente da interessante ideologia dos anos 80 que visava a participação e a representatividade dos trabalhadores na política brasileira. Na efervescência dos movimentos sociais contra governo ditatorial, o hoje ABCD paulista foi berço de lutas e embates contra a caótica condição social, cidadã e  econômica, da sociedade na época.

Brasil em crise, e sociedade visivelmente fragmentada

Pois bem, esse é um campo árido no qual preciso ter um cuidado para não cair no imediatismo de culpabilizar uma instituição, ou algumas pessoas pelos problemas estruturais do Brasil. O levante contra a atual administração, e contra determinado partido vem ganhando as ruas, e acirrando os ânimos de uma população ávida por mudanças que melhorem a vida de cada brasileiro. O protesto é legítimo e válido, e particularmente, sou muito a favor de tensionar veementemente o atual governo eleito nas eleições do ano passado.

Vejam que, a partir de agora, irei seguir uma linha de raciocínio que alguns entenderão e outros discordarão, o que é totalmente válido na democracia e na construção coletiva de idéias a qual propõe esse blog. São inúmeros fatores que provocam esse mar de lama que vivenciamos, que envolve corrupção, desigualdade social, burocratização e falhas de sistema e de planejamento, partidos políticos retrógados, congresso conservador, ideologia neoliberal, parcela de uma população desinformada, e interferências externas, que ditam os rumos desse país.

Quero lembra-los que hoje, o Brasil ainda é a 7º maior economia do mundo, e paradoxalmente, ocupamos o 85º lugar no índice de Desenvolvimento Humano, que contemplam as dimensões do padrão de vida, da educação e da saúde de cada cidadão brasileiro. Estamos em um país rico que não distribui essa riqueza socialmente. A conta não fecha. E porque isso acontece?

A conta não fecha por inúmeros fatores. O Brasil possui uma reserva de dinheiro que não pode ser usado pras melhorias sociais no qual almejamos. A busca pelo Superávit primário, delimita o nosso orçamento, pois o nosso dinheiro vai para o pagamento da dívida pública do país. Pagamos juros exorbitantes aos estrangeiros e ao FMI. Então aquele papo de 2005 de que não devemos ao Fundo Monetário Internacional é balela.

Não existe e não há uma auditoria dessa dívida, que infelizmente é impagável. Inevitavelmente, parte das nossas riquezas que são sucumbidas pela corrupção, também serão destinadas a pagamentos de juros exorbitantes para o exterior. E isso acontece do governo Collor, até o atual governo da Dilma Rousseff. Sem distinção de presidentes e de partidos. Essa é uma das lógicas neoliberais que acabei citando a dois parágrafos anteriores. 

Brasil e as suas desigualdades

A partir dessa lógica, junta-se o atual congresso nacional, que tem inúmeros políticos apoiados por banqueiros, por grandes agropecuários (bancada ruralista), empresários que apoiam leis que vão contra os interesses do povo. O debate da reforma agrária, do fim do Fator Previdenciário, da auditoria da divida, da transferência de renda, da lei da responsabilidade fiscal, de leis punitivas contra a corrupção, inexiste no congresso federal. O que vemos é a discussão de uma provável lei que aleija os direitos trabalhistas, vide a PL da Terceirização.

E não vou entrar na questão sociológica da construção do Brasil, até porque isso é um outro debate muito mais denso. Meu objetivo era explanar algumas situações tão agravantes quanto a corrupção, algo tão irraizado nesse país. Vencer as práticas burocráticas, a subordinação da ordem mundial, pensarmos em políticos que não se curvem a ordem do capital, são alguns desafios que nós cidadãos temos que começar a analisar. A vida está difícil porque há uma desigualdade. E essa desigualdade tem causas, motivos e efeitos. Por isso a importância em ir pras ruas sabendo o que está fazendo e o que está reivindicando. A cobrança deve ser em cima do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Todos tem a sua parcela de culpa. Nosso país só terá jeito, a partir do momento que analisarmos a realidade em sua totalidade, ao invés de apontarmos no calor da emoção, meia dúzia de culpados. Tudo claro, na minha humilde opinião! 



Abraços, e até a próxima!
























quinta-feira, 12 de março de 2015

15 tons de incertezas

Olá meus caros amigos leitores. O título do meu texto de hoje é bem sugestivo, pois a moda do momento é o tão badalado 50 tons de cinzas, obra essa que está mexendo com o imaginário dos leitores e dos espectadores do mundo todo. Escolhi especialmente esse título pois quero me remeter a uma data que pra alguns marcará um fato histórico no nosso país. Pra ser mais específico, vou me referir ao emblemático 15 de Março de 2015, dia que teoricamente será lembrado por contundentes manifestações da sociedade brasileira contra o governo federal, e contra as suas ações impopulares.

Tocar nesse tema é complicado, e sinceramente, não é meu desejo escrever um texto recheado de um cego partidarismo implícito. Falo aqui como um cidadão comum que está indignado com a volta da inflação, com o aumento dos impostos, com os cortes de gastos nas áreas sociais, com a desvalorização das aposentadorias, com a ineficiência da educação, da saúde, da má distribuição de renda, da corrupção... Enfim. motivos para protesto realmente não faltam. Acredito que é hora e vez de cada um de nós nos mobilizarmos contra os mandos e desmandos das autoridades superiores.


Esse tipo de mobilização requer uma união de forças de todos os segmentos da sociedade em prol de mudanças de rumos do Brasil... Vivemos um período conturbado, de uma importante recessão, de economia enfraquecida, Dólar em alta, desvios de dinheiro público... Tudo isso já sabemos. E devido a esse contexto, programaram um dia específico pra parar o Brasil. E esse dia escolhido foi justamente em um domingo. Curioso não? Mas Domingo?

Algumas coisas me causaram estranheza. Porque justamente nesse dia? O impacto das manifestações seriam muito maiores se fossem realizadas em um dia de semana. Quem me acompanha no Twitter sabe que sempre ressaltei a importância do povo brasileiro sair da sua zona de conforto e ir pra rua, pois ali é um espaço democrático, e o principal espaço de lutas que temos para confrontarmos as atitudes arbitrárias em todas as instâncias da esfera política, seja ela municipal, estadual ou federal. Teremos uma continuidade das manifestações ao longo da semana, ou será um simples lampejo popular no dia mundial do descanso?

E é partir desse ponto que quero desenvolver o meu raciocínio. Eu não sei o que esperar da sociedade civil nesse dia 15. Percebo a indignação, a revolta, o desejo de muitos para a mudança de novos rumos para esse país. Quero explicitar, e o meu propósito será sempre esse, de construir coletivamente uma discussão que nos leve a um ponto central. Hoje, estamos preparados para uma manifestação única, coesa, com as reivindicações definidas? Hoje, somos sabedores das reais necessidades do Brasil? Temos uma consciência crítica capaz de percebermos que a raiz central dos problemas se deve a má distribuição de renda, desvios de recursos e a politicagem? 

A incerteza de como será e de que maneira será as manifestações, é o que me aflige. Eu acredito que teremos pessoas que se manifestarão de forma consciente politicamente dos seus atos. Mas também me pergunto se no domingo veremos torcedores de partidos nas ruas. Nada contra partidos políticos. Nada contra os seus apoiadores. Mas se tivermos esses torcedores nas manifestações, isso me levará a crer que a guerra do poder pelo poder é maior que a bandeira da justiça social que tanto sonho, assim como a maioria dos brasileiros de bem.

Tudo que é superficial não atinge o resultado esperado. Passou da hora de nós cidadãos brasileiros tensionarmos o que realmente importa, ou seja, atacar as raízes dos problemas. Nossas instituições, o nosso congresso, a presidente, a politicagem, a burocracia, as nossas leis retrógadas, as empresas privadas, a avareza do capitalismo, tudo isso devem ser questionados. Culpabilizar uma, duas, ou três pessoas pelos problemas sócio históricos desse país continental,  é no mínimo incoerente e irracional. 

A razão, a informação, e a vontade de exigir uma política justa e de leis aplicáveis sem distinção de poder aquisitivo é dever do povo. Agora, se caminharmos pro lado da emoção, do fanatismo, do desconhecimento, do imediatismo, e da baderna desorganizada, nada irá mudar. Só o grito politizado das ruas pode parar com os desmandos e as injustiças desse país. Mas se for pra gritar PT de um lado, e PSDB do outro, fique em casa no domingo e assista um filme, veja o seu time jogar, ou vai dormir, porque isso é politicagem. E essa polarização é a coisa mais desnecessária que pode ocorrer nesse momento. A hora é de união! Estamos preparados pra nos unirmos? Sim? não? eu sinceramente, não sei!

Abraços e até a próxima! 









segunda-feira, 9 de março de 2015

Saudações

Olá amigos. Sempre quis criar um blog onde eu pudesse expressar algumas considerações sobre o que eu penso sobre as coisas que acontecem na atualidade. As vezes reconsiderei de fazê-lo, seja pela falta de tempo, seja por um certo receio de que a minha mensagem não fosse bem recebida pelos meus amigos leitores.

Blogs tem aos montes, e sinceramente, este daqui eu quero que tenha algo que contribua para uma construção coletiva de idéias, e que seja um espaço de reflexão. Não tenho a audácia de ser o dono da verdade, e tão pouco prepotente de achar que não mereço críticas. Pra escrever o autor tem que ser responsável e sensato nas suas palavras. E esse será o meu objetivo aqui.

Espero contar com a sua leitura. Sempre tive uma imensa vontade de escrever, e por mais simples que seja, vou me dedicar ao máximo a esse projeto pessoal. Tentarei ser o mais sensato possível, mesmo eu sendo sabedor de que a imparcialidade e a emoção são incontroláveis em assuntos polêmicos. Mas farei o melhor possível. Quero contribuir de alguma forma. Espero, e queira Deus que eu consiga.

Conto com os amigos para a leitura do meu blog. Não delimitarei de antemão o que abordarei nesse espaço. O legal de usar esse recurso, é que, os assuntos são variados, e não tenho a obrigação de me prender a um tema específico. Vai do futebol, a política, a religião, a vida cotidiana, não sei... Vamos ver o que vai dar ne? Tomara que seja massa! Saudações a todos!